28 de jun. de 2009

Filosofinhando

A Filosofia brota do assombro primitivo e visa eliminar esse assombro um conhecimento tão completo do mundo que não reste motivo para admirar-se de que as coisas sejam tais como são.
( Aristoteles , Metafisica Livro I )

É ... perfeita citação , mostra bem a praga que Aristoteles deixou ...


.

21 de abr. de 2009


O Tempo

Agora penso
Depois imagino
Mais tarde raciocinio
Lá pelas tantas reflito e sinto que viajei incontáveis unidades de tempo e distância
em um simples piscar de olhos...

31 de jan. de 2008

O processo das coisas simples III

Quando iniciei o processo das coisas simples resolvi fazer uma alusão dentro daquilo que consegue unir tão quanto desunir o ser humano: a verdade e sua composição na hierarquia de valores de cada um. Agora indago o processo de persuasão de uma verdade na simplicidade da complexidade dos momentos no conjunto de valores de cada um. É incrível como atualmente as pessoas em vez de discutirem e dissecarem um valor preferem polemizar o subterfúgio da hierarquia que cada um possui dele, pois os valores de uma pessoa não têm, obviamente, todos eles a mesma importância. Poderíamos afirmar como bem disse Suárez Abreu que num processo persuasivo da palavra a maneira como o pensamento hierarquiza os seus valores chega a ser, às vezes, até mais importante do que os valores em si, o que acho o contrário. O que caracteriza o pensamento é também o valor que ele admite e dele como constrói a sua hierarquia. A exploração das hierarquias é um campo extraordinário. Em um processo persuasivo, é mortal rejeitar um valor construído pelo pensamento de seu interlocutor. E afinal o pensamento que conseguiu visualizar uma verdade é pessoal ou coletivo? Moto-contínuo... sempre disse que quando lermos algo se faz necessário na pré-reflexão, indagar: o que será que o escritor quer que eu entenda. Quem conta um conto aumenta um ponto. Atualmente o conceito de consciência foi denegrido pela mídia, onde tudo se pode racionalizar e explicar e sob o patrocínio do “big brother” (1984 de Orwell) vamos manipulando sendo manipulados. E neste rol de estratégias descobrimos o verdadeiro “eu” tentando persuadir a vida. Para todos e incrivelmente os mais crentes “no pedacinho do céu” a verdade torna-se muitas vezes pura fantasia, todas essas distorções, todos esses epiciclos para assegurar que o universo que vivemos esteja de acordo com a verdade “terapêutica”. Por exemplo: na ciência, por definição, nada é sagrado; a teoria mais respeitada pode ser derrubada por um experimento que a contradiga. É por causa desta disposição de submeter às idéias ao teste da realidade que a ciência, como nenhum outro sistema de crenças, nos deu tanto poder para prever e controlar a natureza. Sob este aspecto, ela é muito diferente de qualquer religião ou filosofia da “verdade”. Mas antes que alguém me atire a primeira pedra indagando ferozmente onde fica a fé... Continuo; como há séculos mostraram os filósofos, o método empírico nem sempre é tão direto como parece. Uma verdade bem sucedida pode ter criado pernas próprias, vida própria (como a interpretação de um livro) implantando-se com tal profundidade na mente das pessoas que se torna quase invulnerável aos desafios da realidade inicial. Ameaçada por dados que não tem como explicar até que a estrutura se assente de forma mais confortável nos alicerces ou se torne tão grotesca que não consiga mais se sustentar. Nesse caso, o objetivo não é preservar a força motriz da verdade, como único centro de criação, mas preservar pelo maior tempo possível mais uma invenção humana que nos serve tão bem em nosso cantinho da galáxia que temos esperança do que seja importante em escala universal. E é importante. E vamos nos enquadrando nas esquinas entre a fé de virtude e a fé de pânico vamos heroicamente sobrevivendo construindo constelações de verdades que no final querem abraçar eternamente os nossos momentos... os nossos tesouros.


10 de mar. de 2007

O que os olhos não veem

O coração sente

A imaginação aumenta

11 de fev. de 2007



Em um passado qualquer, cenas de um roteiro de ficção científica.
Personagens: Laura e Fernando .

LUZES , CÂMERA , AÇÃO !

1.Ato
Fernando
Na aurora do meu presente , descobri a decência das lágrimas que se perdem no horizonte do rio que nada se vê . E nessas descobertas, descobri a mim mesmo , um homem que procurava solidão na companhia ALHEIA , até o momento que encontrei , Laura , e descobri o que é a verdadeira solidão . O vazio profundo das palavras que se somam .

1.Cena
Laura :
- Boa noite , Fernando .

Fernando:
- Oi

Laura:
- O que fez hoje , Fernando ?

Fernando:
- Li esse livro que sua minhas mãos , e você ?

Laura:
- Transei com Ricardo.

Fernando:
- Foi bom ?

Laura:
- Tão bom quanto o cantar da noite , violento e sem gosto. Senti minha pele descascar enquanto fazíamos amor. Amor ? Fizemos algo que deveria ser amor. Mas era apenas vazio. O cantar da noite morta . Não há amor como o nosso , antes de desmoronar .

Fernando:
- Nosso amor não desmoronou , Laura , ele apenas nunca existiu de fato , nunca se concretizou , não houve proposta para ele .

Laura:
- Existiu.

Fernando:
- Não existiu , Laura.

Laura:
- Existiu , sim .

Fernando:
- Não , não existiu , Laura .

2.Cena
Laura , depõe
Ele e eu nunca mais fomos os mesmos depois de um dia . Nosso amor se diluiu sobraram apenas os fragmentos amargos que descem pela garganta e hesitam em deslizar . Fragmentos que incomodam , mas sem deixar cicatrizes. A única cicatriz é o amor perdido. Nunca deveríamos ter feitos coisas nos dias cinzentos. Fernando , não captou minhas mensagens , mas seria capaz sendo o que era ? Não compreendeu na voz que risquei de tanto tocar do cantor que cantava sobre o pássaro fêmeo que voa na necessidade de captação.No dia que o conheci pessoalmente , no inferno , ao embarcar me deu um bilhete para ser lido no pássaro metálico , o que escreveu : “O que eu mais aprecio na experimentação é ser uma coisa tão honesta . Você poderá errar uma porção de vezes antes que apareçam os sinais de aviso . Poderá enganar-se a si próprio , mas a experiência não estará tentando iludi-lo.”
Pobre Fernando .

3.Cena
Fernando , depõe
Certo dia , em uma estação , vi um senhor , devia ter uns oitenta anos , ele tinha cabelos brancos como papel , olhos azuis . Ele bebia um refresco. Estava recostado em uma murada. Os dedos dos pés se remexiam nas sandálias. Quando o trem chegou , ele não entrou . Continuou lá , recostado na murada. Através do vidro , olhei seus olhos , ele parecia estar se esforçando para lembrar de algo . Eu acho que se esforçava para lembrar seus sonhos .

4.Cena
Outro dia :
Na cama , o EU agoniza . Segura a mão de Fernando . Laura está encostada na parede e olha para a janela , para o mundo . EU segura a mão de Fernando .

EU (agonizando)
- Continue meu trabalho e vingue minha morte , Fernando ! .

CAI MORTO.


5.Cena
A marcha funerária . Fernando observa o caixão com o corpo do EU . Laura ao seu lado.

Fernando:
- EU morreu de um engasgo de seu vômito . Como vingarei sua morte ? Ele era um Vagabundo. Como continuarei seu trabalho ? Não mais me pertence . Oh Vida !!!!

Fernando se vira para Laura .

Laura:
- Quem não enterra seus mortos , vive com eles .

Fernando:
- A vida é cruel com os mortos: ela continua .

Laura:
- O ruim da morte ALHEIA é que a vida continua .

Pausa Dramática

Laura:
- Quer transar ?

Fredson:
- Não . Quero jogar xadrez.

6.Cena
Na praia,Fernando e Laura sentam a uma mesa de madeira , com um tabuleiro sobre . Laura mexe uma peça branca.

Laura:
- O mundo é um lugar muito , muito frio . Principalmente no inverno .

Fernando:
- Não , o mundo é o que você faz dele . E é um lugar muito mais interessante quando visto pelo buraco da fechadura .

Laura e Fernando olham para o mar , as ondas . Fernando vira para o tabuleiro . Faz cair o rei preto.


FIM

22 de jan. de 2007


As línguas
Há mais de 6 mil e 800 línguas no mundo.
O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O hindu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

17 de jan. de 2007

Abracadabra

Blogar
: eis a escrita dos novos tempos , antigo verbo escrever na ponta do lápis e publicar o papel.

Projetar das veias uma idéia e levar o sangue na ponta dos dedos ao teclado e ... ecoar , ecoar , ecoar! Eis a escrita digital como alimento para a sapiência.

A senhora Escrita , persuasiva , eloquente , sedenta , louca , sábia , serena , apaixonada , desfocada ... enfim o ato de escrever é ainda o grande meio de comunicação e conhecimento . Dizem que uma imagem vale por mil palavras , mas a escrita explica ou exerce a motivação da imaginação para a imagem.

A escrita difundiu-se no que se diz respeito a sua grande mobilidade. Atribuimos seu desenvolvimento eficaz e massificante aos grandes amantes ou vulgos, escritores que fizeram desta descoberta não só o instrumento de trabalho , mas de (re) educação e liberdade de "voar" dos povos. Provocando assim , seu uso (ainda quase) obrigatório entre nós . Portanto seu uso é necessário para o nosso desenvolvimento cultural .

E como evoluimos ? Será pela forma de comunicação na escrita que medimos a evolução de um povo ?

Acredito que é neste contexto que a história se propaga , não apenas usufruindo de nós como intermediários , mas como fonte criadora de nossa própria evolução.


Então vamos criar com a escrita ... blogar , ecoar : Abracadabra !